O que é o EBITDA

Definição de EBITDASaiba o que é o EBITDA, um indicar financeiro muito falado na hora de apresentação de resultados das principais empresas a negociar na bolsa de valores. Descubra qual é o seu significa e entenda a sua importância.

O EBITDA (Earnings Before Interest, Taxez, Depreciation and Amortization) é um indicador financeiro muito pouco conhecido e que apenas muito poucas pessoas conhecem e entendem, por isso, é importante tornar um pouco mais claro a sua definição, para que os leitores do Negócios e Dinheiros possam entender melhor este termo empresarial. Em termos gerais, esta variável determina os ganhos ou a rentabilidade obtida por uma empresa ou negócio, sem ter em conta os gastos financeiros, os impostos e demais gastos contáveis que não implicam a saída de dinheiro em efetivo, como as depreciações e as amortizações. Por outras palavras, o EBITDA diz-nos se um negócio é rentável, e mais à frente, dependerá da sua gestão torná-lo viável ou não.

Guia sobre EBITDA

A principal utilidade que o EBITDA oferece, é que mostra os resultados de uma empresa ou negócio sem considerar os aspetos financeiros nem tributários associados, o que é algo importante visto que estes dois aspetos, se podem analisar em separado, e não devem afetar em nada o desenvolvimento do projeto e o seu resultado final.

Se o EBITDA de um projeto é positivo, quer dizer que o projeto tem retorno, no entanto dependerá de si conseguir gerir com sucesso em termos de gastos financeiros e tributários, além das políticas de depreciação e amortização. Este termo, por exemplo, não é uma medida suficiente quando se tratam de projetos que por estar altamente financiados por recursos externos, resultam em altos custos financeiros, de modo a que o sucesso do projeto estará em procurar por uma solução para baixar os custos financeiros, dado que o EBITDA é positivo, mas os custos de financiamento podem afetar seriamente os resultados finais do projeto.

Exemplo prático

Suponhamos que temos dois projetos iguais, contudo um é financiado com recursos externos em 60% e o outro não tem financiamento externo.

  • Projeto A
    Capital investido: 100,000,000
    Ganhos: 50,000,000
    Custos e gastos: 30,000,000
    EBITDA = 20,000,000
    Gastos financeiros por endividamento: 6,000,000
    Depreciações e amortizações: 4,000,000
    Utilidade antes de impostos = 10,000,000
    Impostos = 3,500,000
    Utilidade a distribuir = 6,500,000
  • Projeto B
    Capital investido: 100,000,000
    Ganhos: 50,000,000
    Custos e gastos: 30,000,000
    EBITDA = 20,000,000
    Gastos financeiros por endividamento: 0
    Depreciações e amortizações: 4,000,000
    Utilidade antes de impostos = 16,000,000
    Impostos = 5,600,000
    Utilidade a distribuir = 10,400,000

Através do exemplo acima dos projetos é possível ver que o EBITDA é de 20,000,000 para os dois, contudo, o projeto A tem um custo financeiro maior por estar financiado a 60%, sendo menos rentável que o B. Este termo diz-nos se um projeto em princípio pode ser rentável ou não, e uma vez que este valor é positivo, o projeto vai ser rentável ou não dependendo da gestão que cada um realize com respeito a políticas de financiamento, tributação, amortização e depreciação.

Como aspetos negativos do EBITDA, temos que não considera completamente o fluxo de caixa real efetivo, dado que está considerando a totalidade dos ganhos, sem considerar se estes foram cobrados devidamente ou estão ainda por cobrar, assim como não contempla a variação do capital de trabalho por investimentos em ativos fixos. Assim, o EBITDA não é suficiente para determinar a liquidez de um projeto, nem para medir com exatidão a capacidade que pode ter um projeto em gerar lucros, um elemento muito importante para qualquer empresa.